Cirurgia Geral

Câncer Colorretal

Câncer Colorretal


 

    A principal função do intestino grosso é a absorção de líquidos e com isso moldar as fezes (formar o bolo fecal). A parte inicial do intestino grosso é chamado de cólon e os 15 cm finais são chamados de reto.

 

    Os  cânceres colorretais são frequentes e sua incidência vem aumentando consideravelmente no mundo. Fatores genéticos e hábitos alimentares estão relacionados a esta tendência.

 

    Os sintomas mais frequentes são a alteração do comportamento intestinal, redução do calibre das fezes e sangramento através do ânus.

 

    A video-colonoscopia é o melhor exame para o diagnóstico. Pois além de estudar toda a mucosa colônica, é capaz de realizar a bióspia do tumor que será responsável pelo diagnóstico histológico definitivo.

 

    O adenocarcinoma é o tipo histológico mais comum e o tratamento de eleição é a retirada cirúrgica do segmento do cólon acometido pelo tumor (colectomia). Os linfonodos (glânglios linfáticos) pertencentes aquele segmento do colon também devem ser removidos. Este tipo de procedimento cirúrgico é realizado mais frequentemente por videolaparoscopia e está associado a uma baixa taxa de complicação.

 

    Na maioria dos casos, realizamos a reconstrução imediata do trânsito intestinal, evitando assim a confecção de uma colostomia. No entanto, existem casos nos quais a realização de uma colostomia temporária (quando colocamos parte do intestino preso a pele para que as fezes saiam por este orifício cutâneo) é a conduta mais segura.

 

    Apenas em casos de tumores muito próximos ao ânus e que não responderam adequadamente ao tratamento com radioterapia e quimioterapia antes da cirurgia, a confecção de uma colostomia definitiva pode ser necessária. Fortuitamente, este é um procedimento que tem sido cada vez menos indicado em decorrência da melhoria dos agentes quimioterápicos, da radioterapia e da técnica cirúrgica.

 

    Mesmo em casos de tumores colorretais já com metástase à distância, o resgate cirúrgico é possivel e com resultados satisfatórios. As ressecções hepáticas e pulmonares das metástases já são uma realidade e conferem benefício comprovado. A presenca de doença peritoneal em pequena quantidade pode ser tratada com HIPEC (citorredução tumoral com hipertermoquimioterapia) conforme já foidemonstrado em alguns trabalhos científicos.

 

    Em suma, quanto mais precoce for feito o diagnóstico do tumor de cólon, melhor é o prognóstico relacionado. No entanto, mesmo em casos avançados, existem uma gama de possibilidades terapêuticas que podem conferir um ganho enorme de sobrevida e em alguns casos até a cura. É muito importante que seja traçada uma estatégia individualizada e multidisciplinar (cirugião oncológico, oncologista clínico e radioterapêuta) de tratamento.

 

    À disposição.