Cirurgia Geral

Glândula Tireóide

Glândula Tireóide


 


 

    A tireóide é uma glândula que fica situada na parte da frente do pescoço e que exerce função importante em nosso metabolismo. Ela tem a forma de um escudo ou de uma gravata borboleta. Anatomicamente, tem dois lobos que são conectados por uma faixa estreita de tecido tireoidiano chamado de istmo. Ela produz os hormônios tireoidianos que regulam a função de diversos órgãos. A disfunção da tireoide pode levar a alterações nos batimentos cardíacos, pressão arterial, ganho ou perda de peso, qualidade do sono, movimentos intestinais (diarreia ou prisão de ventre), perda de cabelo e inchaço.

 

    As doenças da tireóide podem ser divididas em 2 grupos:  os problemas de função da tireoide (descontrole hormonal) e as alterações estruturais da tireóide (nódulos da tireóide).

    

    Problemas de função:

 

    Isto ocorre quando a glândula tireoide está produzindo pouco hormônio (chamado hipotireoidismo) ou está produzindo muito hormônio (chamado hipertireoidismo).

 

    Os sintomas mais comuns do hipertireoidismo são: emagrecimento, calores, palpitações, irritabilidade, dor de cabeça, diarréia e insônia. Ao passo que no hipotireoidismo os sintomas são contrários: ganho de peso, cansaço, sonolência, prisão de ventre e edema.

 

    A simples dosagem no sangue de alguns hormônios podem estabelecer o diagnóstico. O endocrinologista deve ser o primeiro médico a tratar desta questão. A cirurgia fica reservada para casos de difícil controle, refratários ao tratamento medicamentoso ou quando a glândula tireóide está muito aumentada de volume (bócio). Nestes casos a decisão em favor da cirurgia deve vir de uma concordância entre o endocrinologista e o cirurgião com experiência no procedimento.

    

    Nódulos da tireóide:

 

    Uma grande parcela da população, em especial do sexo feminino, apresenta nódulos na tireoide. No entanto nem todo nódulo é de fato uma doença e deve ser retirado. É importante que o cirurgião e o endocrinologista, em conjunto, sejam capazes de identificar aqueles nódulos com risco de ser um câncer da tireóide, pois estes sim devem ser prontamente retirados cirurgicamente. Para isto a avaliação de um cirurgião habilitado é muito importante. Dados da história clínica em conjunto com o exame físico detalhado, a ultrassonografia com dopplerfluxometria e a punção aspirativa (PAAF) do nódulos são importantes armas diagnósticas.

    Em mãos experientes a cirurgia pode ser realizada com segurança, sem sequelas, mínimas incisões e com resultado estético bastante animador. No entanto algumas complicações como rouquidão e necessidade de reposição de cálcio, ainda que infrequentes, podem ocorrer.

 

    A orientação médica é necessária e indispensável.