Hérnias

     A hérnia é uma protusão ou abaulamento que geralmente ocorre na região da virilha, umbigo, na linha média do abdome ou em uma área já operada (incisões cirúrgicas prévias).  

    Toda hérnia está associada a 2 fatores:

  • Fraqueza da musculatura abdominal

  • Aumento da pressão intra-abdominal (p.ex. esforço físico rotineiro e intenso, constipação intestinal, tosse crônica e prostatismo)

    Classificação dos tipos de hérnias da parede abdominal:

  • Hérnia umbilical - é a hérnia que ocorre no umbigo.

  • Hérnia epigástrica - as hérnias que ocorrem na linha média do abdome, entre o umbigo e o tórax.

  • Hérnia inguinais - são as hérnias que ocorrem na virilha. Acima do ligamento inguinal.

  • Hérnia femoral - são as hérnias que ocorrem na virilha. Abaixo do ligamento inguinal.

  • Hérnia incisional  - hérnia que ocorre no local de uma cicatriz cirúrgica prévia.  

 

     O principal sintoma é a presença de um protusão, abaulamento ou inchaço no local da hérnia. Esta protusão tem tendência a aumentar com o paciente em pé e com manobras que aumentem a pressão dentro do abdome (por exemplo: tossir ou contrarir a musculatura do abdome). Por outro lado, o abaulamento herniário tende a diminuir com o paciente deitado e a musculatura abdominal relaxada.

    Outros sintomas comuns são: dores e a sensação de peso no local da hérnia.

     Toda hérnia deve ser operada! O reparo cirúrgico das hérnias recebe o nome de hernioplastia ou herniorrafia. Em praticamente todas as intervenções cirúrgicas desse tipo é necessária a colocação de uma tela especial para garantir o reforço muscular e minimizar a chance de recidiva (retorno da hérnia).

    Existem muitas técnicas cirúrgicas descritas para o tratamento das hérnias assim como existem diferentes telas disponíveis no mercado. A escolha da melhor técnica e da melhor tela a ser utilizada deve ser feita de forma criteriosa pelo cirurgião e, respeitando as peculiaridades de cada caso.

    O uso de telas de baixa gramatura e fixação da mesma com a utilização de colas apropriadas é uma tendência atual. O reparo por via laparoscópica não demostrou benefício real frente ao reparo aberto (via convencional) nos últimos estudos. No entanto, pode ser uma opção interessante nas hérnias inguinais bilaterais, nos pacientes obesos e nas hérnias recidivadas (que já foram operadas anteriormente).

    Vale ressaltar que o cirurgião deve analisar criteriosamente, com o  paciente,  as vantagens e desvantagens de cada técnica.